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Mostrando postagens de fevereiro, 2008

A pieguice do amor

O amor que vale à pena viver é piegas e não se envergonha, pelo contrário, se exulta e se satisfaz em cada excesso – excesso de vida. Para ele, seus dias na Terra é apenas um apreciar de rosas e paisagens. É um instante de liberdade, neste automatismo que chamamos de existência. O amor que vale à pena viver se constrói nos versos, se sente entre os beijos, entre os abraços e de tão intenso não cabe em si. O amor que vale à pena viver é aquele que levanta bem cedo, apenas para preparar um café-da-manhã e ver brilhar os olhos do amante. É aquele que se satisfaz pelo simples prazer de observar o sono do ser amado ou de ser acordado com um beijo inesperado. O amor que vale à pena, se reconhece em um outro olhar - no silêncio, naquele instante mítico em que as almas se encontram e o tempo pára. Sim, o amor que vale apena viver é piegas. É ridiculamente sensível e precisa de cuidados especias. Precisar ser alimentado, precisa de carinho, precisar ser entendido. Não adianta achar quel...

Amor póstumo

Eu deixaria, sem temor, que partissem de mim todas as lembranças daquela noite, porque a presença de tuas mãos nas minhas e do teu corpo próximo (ainda que distante), nada e nem ninguém - nem mesmo o tempo, senhor dos destinos - será capaz de extinguir. E mesmo que teus lábios, secos e cheios dúvidas, não procurem os meus neste amanhã que se aproxima, serás eterna e única em minha mente - Um jeito de amar que já nasceu póstumo e que de tão intenso, coube apenas aos versos.