terça-feira, 30 de março de 2021

Outubro no Ouvidor

                                               à menininha Ruiva.

De todas as formas, platonicamente,
sustento
a filha que nunca foi nossa,
o tempo que nunca tivemos,
o “sim” que nunca demos,
o “olhar” que nunca trocamos.

De todas as fôrmas, eroticamente,
aquiesço
a boca não molhada,
o corpo não sentido,
o gozo não encontrado,
o terço não rompido.

Meu maior pecado-controle,
meu maior pecado-insegurança,
meu maior pecado-medo,
meu maior pecado-conquista.

Meu maior pecado-platônico,
meu maior pecado-sustento,
meu maior pecado-erótico,
meu maior pecado-aquiesço. 



Aparente-se

atravesso-me em momentos e entre solstícios do tempo, reproduzo as cores do futuro-passado; de toda sorte, procuro o escondido  de cada p...