quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Último poema

Bate o Inverno em meu peito,
há de amanhecer novamente?
Não sei quando, nem sei que gente
teima em amar, mas assim é feito.

Tenho dó e dor, um vazio
que habito ou será sou habitado?
Não importa, é feito rastilho
que se permeia do amor inacabado.

Talvez tudo isso um dia acabe
e quem sabe eu ame novamente,
mas agora é a fome sua sem alarde
que me hipnotiza feito belo repente.

Onde está amor-inacabado?
A saudade se amplia na escuridão.
Já tive lembranças do seu lado,
agora eu só tenho de um Não.
Caída
entre
o verso e a linha, respira
a lágrima tardia: fome.

É dor o que sinto
e
feito vento some.

Pra onde vai? Não sei,
pouco importa.
Estás morta,
enterrada,
extinta entre os versos.

Clube da esquina

Eu teria te amado mil vezes por mil dias em mil momentos diferentes e depois te amaria em cada espaço restante destas mil vezes dos mil dias...