sábado, 27 de julho de 2019

Carta sobre a minha poesia

Meus poemas não são o resultado final das minhas angústias, dos meus lamentos ou das minhas alegrias - como discípulo de Drummomd 
"não faço poesia da gota de bile". Por isso, 
confio às letras apenas o impossível - aquela parcela de vida que, 
mesmo sendo vida, 
jamais foi experimentada.

Não sei, 
precisamente, 
como faço para passar todos os níveis, todas as reentrâncias, das dores que finjo sentir 
- aliás, 
anormalmente, raramente sinto algo.

Meu texto não é a tentativa, ainda que fortuita, de uma compreensão de si - jamais assumiria este posto de "fisiologista da alma humana". Minha produção,
pequena ou grande,
não importa, 
é o resultado daquilo que poderia ter sido - o que foi é matéria do historiador.

Escrevo porque ainda há vida.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Na pretensão de poeta,
juntei 
letra e sentimento,
sonho e espaço vazio
- castelo de poesia.

Perdi Sol, perdi-me tempo
e, no mesmo intento,
deixei-me calmaria.


Aparente-se

atravesso-me em momentos e entre solstícios do tempo, reproduzo as cores do futuro-passado; de toda sorte, procuro o escondido  de cada p...