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nos versos da noite me atrevo, sem texto a t r a v e s s o os momentos e entre os solstícios do tempo reproduzo as cores de um futuro que é sempre passado. de toda sorte caminho por entre as impossibilidades procuro a negação escondida em cada possível, o espaço entre os caminhos é o desvio que retorno em avanços; de toda sorte o rosto que gravo não me deixa ser e me decompõe: não sou Carlos e nem Gauche -  o máximo me leio em Drummond; clariceanamente aprendo, mas não sei dizer se sei as coisas que sei ou se simplesmente as coisas me são e me dão tudo aquilo que recebo, mesmo sem saber como ou o que é receber; desapego no apego e dúvida na certeza disponho de erros em demasia, de medos em demasia, vontades demasiadas e alcanço a vertigem-de-si-em-si d e m a s i a d a m e n t educada, como a vida que me pede a constância balançante das chamas. sou o rosto escondido atrás do espelho.
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Não sei,  Eu  sei.  Não me habito, jamais  me habitei ou me habitarei.  Mantenho-me,  esticado no entre – saturado de meios,  metades e mormaços.  Vivendo não Sou,  e s t i c o - m e.  Vive-se para a morte,  para um dia não ser,  para a aspereza da finitude e a potência do quase.  silêncio:

Noite muda

Por  esta  noite  o tempo  do nosso tempo não passa mais;  mesmo  o tempo daquele infenso  segundo onde não somos mais, onde  não temos mais.  Por  esta  noite  tudo deve ser como rascunhado, nenhuma  descoberta  será permitido; quero o reconhecível  e  o afago da lembrança-pele.  Por  esta  noite,  não me deixarei ir,  não  me deixarei entregue, acanhado;  prefiro  o  terço à fórmula — mesmo quando-mudez.  Ser é noite interminável
escrevo para  os do escuro, para  os indesejáveis e inaudíveis;   sou entre os ineptos e apenas por  fra g men tos, escrevo  ossos.