atravesso-me
em momentos
e
entre solstícios do tempo,
reproduzo
as cores do futuro-passado;
as cores do futuro-passado;
de toda sorte,
procuro o escondido
de cada possibilidade impossível
de cada espaço entre os não-caminhos,
de cada desvio retornado dos avanços;
de cada desvio retornado dos avanços;
o rosto que gravo não me deixa ser
e se decompõe
esvoaçada(mente)...
não sou Carlos (ainda
que Gauche)
e
clariceanamente aprendo,
sem saber se de fato sei as coisas que sei
ou
se simplesmente as coisas me são
e me dão tudo aquilo que não sei receber
sem saber se de fato sei as coisas que sei
ou
se simplesmente as coisas me são
e me dão tudo aquilo que não sei receber
e me dão tudo aquilo que de fato recebo
e me dão tudo aquilo...
de toda sorte,
disponho
disponho
de erros em demasia
de medos em demasia
de vontades demasiadas
e
alcanço
de medos em demasia
de vontades demasiadas
e
alcanço
a vertigem-de-si-em-si
(demasiadamente educada)
sou o rosto aparente atrás do espelho.