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Mostrando postagens de dezembro, 2013

Um passo de só

Depois do verso:    E s p a ç o - Impróprio e amargo. Depois do gosto esperança reza,   retesa   velho fardo. Depois, Um passo de só:   Eu-farrapo esperança,   Vazio   terço finito. Perdido em trapos, me dispo   e em rastro eu faço   o que não era fácil:     sou todo tempo,     todo vento     - espero oposto.

Um pouco de tudo

À Carlos Drummond de Andrade Um pouco de mim, um pouco de tudo, um pouco do que faço é poesia. Outro pouco é o desejo de Não-Ser e de não ver, de abandonar a gravata e o chinelo. O mundo é grande. O mundo tem cores demais amores demais e no “entre”, escondido em suas linhas, eu cato as migalhas que sobram e do meu “eu” teimoso componho rostos que não conheço. Um pouco de mim de mim é espaço, é fantasma, é espectro do que posso e que não quero poder. Estou nu, estou velho, mas não há queixas. Não me queixo, aceito minha humanidade e suas loucuras. Sou todo homem, não tenho começo e nem fim: me sigo no vento. Inundado de versos, sou todo silêncio...