Um poema sobre a dama do mundo
Eu ainda caminho, depois e depois... Já não sinto meus pés e meus passos também já não encontro - sou todo horizonte. Teu quarto é apenas Lembrança. Será esperança? Ainda gosto de ouvir o som da chuva batendo no toldo. Eu era o Toldo? Você era a Chuva? Maldita mania de não se abrir, de se entregar apenas aos versos. Já não tenho mais metáforas para decifrar, apenas o frio de uma noite e um desejo infinito. Teus pelos castanhos, tua pele marfim, o jeito que seu corpo mergulhava no meu. Ninguém jamais me olhou como você, Ninguém jamais me olhou, ninguém... Escolhi o certo, fui cor...