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Mostrando postagens de setembro, 2017

Minha máquina do mundo se abriu

Já não havia mais horas nos ponteiros do relógio. O tempo, bailando sobre mim  delineava um emaranhado de estradas, de corpos e de esquinas que não virei. No final de todos os caminhos (Inexplicavelmente unidos), um Anjo me sorria contente e um demônio timidamente também sorria. Já não existiam mais janelas para se abrir, portas para trancar ou vontade para morrer - eu Era sem saber Ser. Sufocando, sufocado, perdi-me silêncio  e desespero,  eram tantos equívocos,  tantas escolhas infundadas.  O Anjo já não sorria mais. Um pouco de chá para serenar, um pouco de café...  Há como serenar o silêncio?  Ele controla, impõe  e sufoca...  Um comprimido para acalmar?  Nada acalma e já não quero mais entorpecer. Eu falo.  Grito, grito bastante,  mas  ninguém me escuta para além das paredes. O demônio enxuga as próprias lágrimas. O sono me chega,  as horas continuam...