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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Os quatro tempos do amor

O amor acabou. Sem fazer alarde, sem fogos de artifícios, sem beijos numa tarde/noite de domingo,  ele  simplesmente  se  foi.  A espera foi longa,  dolorosa,  absolutamente intransponível  até que me chegasse o tempo de ir além do Amor.  Aliás,  além é uma coisa que não me toca neste momento; contrariamente,  estou preso no tempo deste  sentimento que não existe ( ? )  e reviso minha vida na busca pelo vazio. Fundamental para o desamar seria não sentir.  Não sentir o cheio do perfume,  do corpo, do hálito. Haverá, um dia,  que canções não falem de quem se ama? Uma interrogação é sempre um jeito de seguir, de terminar um parágrafo, de terminar uma aula ou palestra, mas  jamais de terminar um amor.  Amor pede exclamação, intensidade, quiçá ódio.  Aquém de toda intensidade, ainda me fustiga na alma as respostas indolentes e as magérrimas decisões:  é impossível...