Um encontro com Lou
O último som de barca atravessa em direção ao rio de janeiro, faz frio em Niterói e pouquíssimas pessoas andavam pelas ruas, menos ainda como nós – sem pressa, perspectiva ou querendo chegar. Era, talvez, a certeza de que aquela noite seria única. Algumas prédicas dão certo, enquanto outras: se encerram numa noite cinza, numa voz cinza, com roupas cinzas, num quarto com ventilador quebrado. Não sei exatamente quanto tempo durou nosso trajeto, minutos talvez, mas o restante daquela noite e, principalmente, a forma como me acolheu, ainda ressoa por dentro . Sabe, voltar no tempo não é uma possibilidade, mas já pensei (algumas vezes) que Deus poderia ser meu filho, é tão triste pensar nisso - você sabe do meu afeto por crianças. Ainda ouço a chuva cair no Toldo, por isso nunca quis colocá-lo em nenhuma das minhas casas. Se me concentrar, sem exageros, ainda consigo ouvir o teu “canalha”, ainda, depois de tanto tempo. Sinto que eu de...