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Mostrando postagens de dezembro, 2018

Uma carta sobre o Amor

Faço uso das palavras por não suportar os excessos, transbordar em versos/prosas é meu jeito de manter a sanidade. Mas,  por outro lado, deixando esta suposta sanidade de lado, fundamental mesmo seria conseguir ultrapassar o papel e, assim, ser capaz de utilizar as “letras e os espaços” para expressar aquilo que não é capaz de Ser: estátuas sem mármores, quadros sem tintas, música sem som, dança sem corpo e Amor sem objeto amado. Enquanto isso, me dispo  esperando ser atravessado pelo toque do impossível. Impossível? Impossível é a sentença da minha vida, é o termo que trago tatuado na pele e que, por descuido,  gravou minha alma. Impossível fora nascer, não desenvolver uma doença neurológica, praticar esportes,  não ter problemas na fala. Impossível, talvez,  seria não amar – sou, definitivamente, movido por uma força de me encontrar nos olhos do outro. Não raramente me pego jogando dados com a vida, apostando alto. Vive...