Bolero para uma alma triste
Teu corpo Macondo tua pele esperança e este corte profundo (fantasiado de desejo): que faz sangrar a pele, que faz sangrar a alma, que me fez sangrar... Teu corpo e o toque não sentido e o bejio negado e a promessa não cumprida. Macondo desfez-se tão rapidamente, tão rapidamente quanto um telefonema quanto uma noite de sexta-feira. Tão rapidamente quanto um Adeus. E as juras? E o desejo? Era falsa toda ânsia? Não era canção a melodia tocada? Tua pele se enrosca nesta pele imaginária que sobrevive equilibrando esperança enquanto espera, a espreita... Maldita esperança, encolhida acena ao tempo, destilando brevemente a cura e a dependência deste amor que brota adoecido - quarenta centímetros da coragem.