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Mostrando postagens de abril, 2021

Poema de despedida

Entre tuas mãos aconchego; entre   tuas coxas casa e teus braços fogo - eu ficaria se você pedisse.  Entre os futuros da estrada; entre o olhar dos filhos e do encanto música - eu ficaria se você pedisse. No sorriso benção, no silêncio medo.
“Um pouco de possível, senão eu sufoco” (Deleuze) Um pouco deste canto grito, deste verso estrada, desta mão-revolta, desta mente-assombro, deste sangue-cais.   Um pouco deste canto imenso, deste verso Casa, desta mão sossego, desta mente pura, deste sangue-mar.

O poeta e a Cura

Confesso verso faca alívio, verso-terço-puro, que retina tempo espelha.   Confesso gosto gozo infindo, gosto-corpo-culpa, que pecado santo arvora.   Confesso cura presa angústia, cura-serra-sonha, que temporal brisa encontra.