Dois pontos, toda história deveria terminar assim – preparando uma espécie de anotação, de acréscimo, para o tempo que virá. Todas as coisas voltam, nada e-fe-ti-va-men-te passa. Todas as coisas perduram, como lembrança, como tristeza, como sorriso, como amparo. Baltazar retorna, talvez nunca tenha ido (ou estado?). As coisas nunca foram claras, apesar de claríssimas serem as possibilidades. Uma casa nova, um apartamento novo e a promessa de um futuro em par. O tempo que passa atravessa as cidades – aproxima quem “desaproxima”. Toda vida, sempre tempo novo. A casa nova. O mundo novo. A vida. A vida nova. A vida nova. A vida nova. O mesmo eu, a mesma solidão que se esforça na busca de viver por três, por três tempos, por três vidas. Eu um só. As coisas são como são até não serem mais. Parece óbvio, mas não é tanto. Nada é tanto, nunca é tanto, até ser. Há um limite para os planos, para as expectativas, deixar-me boiando sobre elas é ...