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Mostrando postagens de julho, 2021

Diálogo

"É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio"                                                                              (DRUMMOND) Uma flor, solitária flor,  ultrapassa o asfalto e o tédio dos arranha-céus,  cotidiano.   Uma flor, solitária flor,  ultrapassa o peito e o eu-concreto do mundo-concreto, Poesia.

Da poesia

                                                         "Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro                                                            são indiferentes"                                                            (DRUMMOND) A gota de bílis não é poesia, mas também  não é letra vazia, signo vazio,  ela é texto e  existe uma história por detrás e, que, por isso mesmo,   espera – distraidamente – o sentido-forma-corpo-poema.  O sorriso não é poesia, mas o texto que escapa dele pode ser; o c...

Das possibilidades

Dois pontos, toda história deveria terminar assim – preparando uma espécie de anotação, de acréscimo, para o tempo que virá. Todas as coisas voltam, nada e-fe-ti-va-men-te  passa. Todas as coisas perduram, como lembrança, como tristeza, como sorriso, como amparo. Baltazar retorna, talvez nunca tenha ido (ou estado?). As coisas nunca foram claras, apesar de claríssimas serem as possibilidades. Uma casa nova, um apartamento novo e a promessa de um futuro em par.     O tempo que passa atravessa as cidades – aproxima quem “desaproxima”. Toda vida, sempre tempo novo.   A casa nova. O mundo novo. A vida.  A vida nova. A vida nova. A vida nova. O mesmo eu, a mesma solidão que se esforça na busca de viver por três,  por três tempos, por três vidas. Eu um só.   As coisas são como são até não serem mais. Parece óbvio, mas não é tanto. Nada é tanto, nunca é tanto, até ser. Há um limite para os planos, para as expectativas, deixar-me boiando sobre elas é ...