Resposta
As coisas que passam redigem - no tempo e no espaço - o resultado da vida que não vivemos que não soubemos escolher. A cada esquina virada, a cada café sortido, a cada promessa não cumprida, apaga-se imediatamente a possibilidade de um caminho que nunca chegou a ser criado. Não, não somos apenas o resultado daquilo que foi experenciado, mas também uma porção significativa daquilo que escolhemos deixar para trás. Viver não é tecer o próprio caminho, mas aceitar o trajeto construído quando se rejeita as estradas que se abrem a cada passo dado e, por isso, todo "aprendizado" é a tese acabada de um resultado fortuito que não poderia ter sido outro que nunca poderá ser outro que só poderia ter sido outro se fôssemos outro também. Não existe beleza nas coisas que nunca foram. Nunca é signo vazio, mundanidade pura. Prefiro as infinitas possibilidades do tempo que ainda tenho ao manso regaço dos tempos de outrora e suas lem...