abri a janela, amanheceu - não era nada.
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Mostrando postagens de agosto, 2022
Um corpo que pesa é um corpo que impõe - II
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: e o coração acelera, a respiração falta, o corpo treme ... e Chico repousa suas águas nos pés do outro e acalma seu corpo com o Frio, com O-frio que emana de sua impávida beleza ancestral. bem depois, na velha manhã que atravessa a também velha cortina eles acordam e no espelho o resultado das ásperas mãos de Chico sobre meu corpo frágil, do áspero beijo-encontro tolamente permitido da alma (minha antes-alma) que agora exaspera de paixão e descontrole; no espelho o resultado-idealizado de um momento que é sempre-espera. depois, bem depois dos dias, já cansado de sentir o peso do teu corpo movimentando-se sobre o meu, na segunda manhã após o tempo infinito e já sem cortinas só ele acorda só ele se veste só ele se banha só ele é espelho só ele e eu-só.
Café no fim da tarde
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I - Um recital sobre o tempo Não acredito no verso que permanece, o ver-só é tintura na mão do acaso, é o termo que reverbera transformações para longe da mente que o intuio; não acredito em nenhum tipo de permanência e sempre espero a dúvida que brota depois da última dúvida sanada. O tempo passou por mim quando eu voltava da Poesia e me disse que o texto precisava nascer, mas que eu não tivesse pressa que na pressa se morre que é preciso aparar as arestas e esperar - até quando... II - Eu só quero o Não O tempo das coisas ressoa no tempo das próprias coisas e aprumam-se em seu limite de infinitas possibilidades frente as nossas marcas infinitas e aos infinitos gozos e as dores que nunca passam (em suas noites frias e também infinitas). O verso é infenso ao tempo, sua composição telúrica seu devir-memória é o registro do que nunca foi, do que nunca vai; ele é o todo desejo deslocado, imparcia...