Postagens

Mostrando postagens de 2023

Poema pessoal

...quero aprender-me numa língua nova,  conhecer-me  num mundo totalmente novo,  mas. acostumo-me - m eu  texto  é  cansaço. Ontem              teve Sol, não vi;              teve samba, não fui;             teve dança, não sei;              teve riso, dormi.
amei, mas era Noite; o amor precisa de sol.

Novela da vida humana

Não tenho problema com meus delírios, importa-me  apenas que sejam de amor ou das infinitas possibilidades de controlar o tempo e de morar no instante.  Não tenho dificuldades com a morte.  Morro  sempre com as despedidas não quistas,  com os lamentos-solitários  e com a força que faço para esquecer das coisas.  Importo-me em não morrer de gozo  ou no passado caudaloso e "ancorante".  Escolher onde se morre é a única forma de liberdade-possível.  Há muito tempo o Sol nasce  e por muito tempo ele ainda irá nascer. Eu não. Não existia antes deste poema, tão pouco existirei  por muito tempo depois das palavras secarem (e elas secarão).  Somos um acumulado de memória em desgaste nada-infinito.  Um esposo qualquer do prédio                pulou e,  ainda assim, manteve-se vivo; um outro simplesmente deixou de acordar. Uma filha fugiu do mundo e hoje ela é só-casa;  uma...

O corpo que pesa é um corpo se impõe III

Sob tua ponte ensolarada pendula o  antigo corte-seco-pulso  que já não é mais corte, que  já não é paisagem e nem é saudade;   Sob tuas águas santas,  versifico a cura-seca que  é só labuta, que  é só canção, que  não é mais visita,  nem é tristeza.   O chá das cinco, o café  dos dias e  a cerveja das noites.  A doce esperança-presença me fez casa e  o corpo no espelho já não é só corpo, ele é também estrada-fim.   O passado anda-vive, mas o futuro abraça.  O passo de dez anos é a rede na fria manhã de outono e em todas que ainda estão por nascer. Sob tuas ruas,  pela primeira vez, caminho também  as  minhas  pegadas. O cansaço-triste, a revolta-tola, o desespero-imóvel  – tudo poeira retornando ao vento. O tempo-certo  é  sempre o certo do próprio tempo.   Florescer sertão, apaziguar Francisco, respirar futuro, viver nordeste.   Sou Chico, não poeta.  ...
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .