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Mostrando postagens de junho, 2023

O corpo que pesa é um corpo se impõe III

Sob tua ponte ensolarada pendula o  antigo corte-seco-pulso  que já não é mais corte, que  já não é paisagem e nem é saudade;   Sob tuas águas santas,  versifico a cura-seca que  é só labuta, que  é só canção, que  não é mais visita,  nem é tristeza.   O chá das cinco, o café  dos dias e  a cerveja das noites.  A doce esperança-presença me fez casa e  o corpo no espelho já não é só corpo, ele é também estrada-fim.   O passado anda-vive, mas o futuro abraça.  O passo de dez anos é a rede na fria manhã de outono e em todas que ainda estão por nascer. Sob tuas ruas,  pela primeira vez, caminho também  as  minhas  pegadas. O cansaço-triste, a revolta-tola, o desespero-imóvel  – tudo poeira retornando ao vento. O tempo-certo  é  sempre o certo do próprio tempo.   Florescer sertão, apaziguar Francisco, respirar futuro, viver nordeste.   Sou Chico, não poeta.  ...