O corpo que pesa é um corpo se impõe III
Sob tua ponte ensolarada pendula o antigo corte-seco-pulso que já não é mais corte, que já não é paisagem e nem é saudade; Sob tuas águas santas, versifico a cura-seca que é só labuta, que é só canção, que não é mais visita, nem é tristeza. O chá das cinco, o café dos dias e a cerveja das noites. A doce esperança-presença me fez casa e o corpo no espelho já não é só corpo, ele é também estrada-fim. O passado anda-vive, mas o futuro abraça. O passo de dez anos é a rede na fria manhã de outono e em todas que ainda estão por nascer. Sob tuas ruas, pela primeira vez, caminho também as minhas pegadas. O cansaço-triste, a revolta-tola, o desespero-imóvel – tudo poeira retornando ao vento. O tempo-certo é sempre o certo do próprio tempo. Florescer sertão, apaziguar Francisco, respirar futuro, viver nordeste. Sou Chico, não poeta. ...