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Mostrando postagens de julho, 2023

Novela da vida humana

Não tenho problema com meus delírios, importa-me  apenas que sejam de amor ou das infinitas possibilidades de controlar o tempo e de morar no instante.  Não tenho dificuldades com a morte.  Morro  sempre com as despedidas não quistas,  com os lamentos-solitários  e com a força que faço para esquecer das coisas.  Importo-me em não morrer de gozo  ou no passado caudaloso e "ancorante".  Escolher onde se morre é a única forma de liberdade-possível.  Há muito tempo o Sol nasce  e por muito tempo ele ainda irá nascer. Eu não. Não existia antes deste poema, tão pouco existirei  por muito tempo depois das palavras secarem (e elas secarão).  Somos um acumulado de memória em desgaste nada-infinito.  Um esposo qualquer do prédio                pulou e,  ainda assim, manteve-se vivo; um outro simplesmente deixou de acordar. Uma filha fugiu do mundo e hoje ela é só-casa;  uma...