Novela da vida humana
Não tenho problema com meus delírios, importa-me apenas que sejam de amor ou das infinitas possibilidades de controlar o tempo e de morar no instante. Não tenho dificuldades com a morte. Morro sempre com as despedidas não quistas, com os lamentos-solitários e com a força que faço para esquecer das coisas. Importo-me em não morrer de gozo ou no passado caudaloso e "ancorante". Escolher onde se morre é a única forma de liberdade-possível. Há muito tempo o Sol nasce e por muito tempo ele ainda irá nascer. Eu não. Não existia antes deste poema, tão pouco existirei por muito tempo depois das palavras secarem (e elas secarão). Somos um acumulado de memória em desgaste nada-infinito. Um esposo qualquer do prédio pulou e, ainda assim, manteve-se vivo; um outro simplesmente deixou de acordar. Uma filha fugiu do mundo e hoje ela é só-casa; uma...