Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2026
Não sei,  Eu  sei.  Não me habito, jamais  me habitei ou me habitarei.  Mantenho-me,  esticado no entre – saturado de meios,  metades e mormaços.  Vivendo não Sou,  e s t i c o - m e.  Vive-se para a morte,  para um dia não ser,  para a aspereza da finitude e a potência do quase.  silêncio:

Noite muda

Por  esta  noite  o tempo  do nosso tempo não passa mais;  mesmo  o tempo daquele infenso  segundo onde não somos mais, onde  não temos mais.  Por  esta  noite  tudo deve ser como rascunhado, nenhuma  descoberta  será permitido; quero o reconhecível  e  o afago da lembrança-pele.  Por  esta  noite,  não me deixarei ir,  não  me deixarei entregue, acanhado;  prefiro  o  terço à fórmula — mesmo quando-mudez.  Ser é noite interminável