terça-feira, 22 de outubro de 2024

sábado, 21 de setembro de 2024

sábado, 1 de junho de 2024

o Sol acordou antes da manhã, 
o horizonte escuro-claro ainda despontava no céu;
 
água para o café, 
água para o corpo 
um pouco de Bethânia para o sorriso teimoso;

já era quase-hora quando finalmente pensei em você. 


Todas as manhãs do mundo

o puro-acaso,
o ante-ocaso, 
o infinito jogo-de-manhãs;

p a c i e n t e  m e n t e 
escombro palavras
e entorno metáforas; 

respiro;





segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Poema pessoal

...quero aprender-me numa língua nova, 
conhecer-me 
num mundo totalmente novo, 
mas.
acostumo-me
- meu 
texto 
é 
cansaço.

Ontem 
            teve Sol, não vi;
            teve samba, não fui;
            teve dança, não sei; 
            teve riso, dormi.


sexta-feira, 14 de julho de 2023

Novela da vida humana

Não tenho problema com meus delírios, importa-me 
apenas
que sejam de amor
ou das infinitas possibilidades de controlar o tempo e de morar no instante. 

Não tenho dificuldades com a morte. 
Morro 
sempre
com as despedidas não quistas, 
com os lamentos-solitários 
e com a força que faço para esquecer das coisas. 

Importo-me
em não morrer de gozo 
ou no passado caudaloso e "ancorante". 
Escolher onde se morre é a única forma de liberdade-possível. 

Há muito tempo o Sol nasce 
e
por muito tempo ele ainda irá nascer. Eu não. Não existia antes deste poema, tão pouco
existirei 
por muito tempo depois das palavras secarem (e elas secarão). 
Somos um acumulado de memória em desgaste nada-infinito. 

Um esposo qualquer
do prédio
               pulou
e,  ainda assim, manteve-se vivo; um outro
simplesmente deixou de acordar.

Uma filha fugiu do mundo
e hoje ela é só-casa; 
uma outra mora na Alemanha
e vai todo dia ao parque.

Esperar com leveza, 
escutar com fervor, 
sonhar  com limites,
viver sem orientação 
- ensaios de vida me transformam naquilo que [jamais] serei. 

Nada é superior aos dias. Por outro lado, 
todas as estradas terminam no fim da história descolorindo:
os asteroides com rosas solitárias,
os lírios do campo,
a clareza dos enigmas,
os corpos em aprendizagem e
a tabacaria-severina. 

O menino que não queria crescer sempre cresce.

Oração canção, Rio

Rio, em tuas casas eu me aprendi abrigo e me forjei em tons do mar que abraça infinito. Rio, sobre tuas ruas desfilei-me encanto,  respirei-...