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Quatro segredos


Vasculho sua vida,
sei de cada passo
e de cada desejo manifesto
e de cada perfídia cometida:
eu vejo teus olhos não-castanhos.

Me finjo de santo.
Caso, procrio
e planto uma árvore.
Mas nunca estive por lá
- eram em tuas coxas que eu vivia.

Me escondo nos risos,
finjo leveza e fúria
sou perfeito nisso.

Sou todo em códigos:
me visto de amor,
de amor me dispo 
e de amor eu morro.

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .