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Um passo de só

Depois do verso:
   E s p a ç o
- Impróprio e amargo.

Depois do gosto
esperança reza,
  retesa
  velho fardo.

Depois,
Um passo de só:
  Eu-farrapo esperança,
  Vazio
  terço finito.

Perdido em trapos,
me dispo
  e em rastro eu faço
  o que não era fácil:
    sou todo tempo,
    todo vento
    - espero oposto.

Comentários

Nely L. disse…
Eu te perdi e eu não te achei. Foi a tua poesia quem me achou.
Bravo, Chiquinho. Gosto muito do que escreves.
Beijos, Nê :)

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acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
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