Música infinita
Procuro o verso escondido no peito, transmutado, transmutando em sonhos e aspirações. Sou todo letra e ponto e, como ponto, sou encontro e também desencontro. Sou muitos de mim e apenas um, mundo de "nós" nas mãos do Eu. Procuro um tempo desligado das horas e me dispo em versos para não me achar. Ecoa um traço vida por entre meus dedos, mas apenas ilha vislumbro no espelho... Uma casa vazia, perdida e sem paredes; sem chão ou telhado - universo de só. Poesia aspiro e expiro, exprimo tentando entender. Sou falso limite no limite falso do mundo. Me equilibro entre a esperança e a descrença. Sou forte, porém não resisto a saudade e poeto o beijo que não quer secar, que parece não tem fim. Ogiggia perdeu-se no tempo, não há paraíso, apenas um verso tatuado na Terra. Tudo que...