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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

Música infinita

Procuro o verso escondido no peito,  transmutado, transmutando em sonhos  e aspirações.  Sou todo letra e ponto e,  como ponto,  sou encontro e também desencontro.  Sou muitos de mim  e apenas um,  mundo de "nós" nas mãos do Eu.  Procuro um tempo desligado das horas  e me dispo em versos para não me achar.  Ecoa um traço vida por entre meus dedos, mas  apenas ilha vislumbro no espelho...  Uma casa vazia, perdida e sem paredes;  sem chão ou telhado - universo de só.  Poesia aspiro e expiro,  exprimo tentando entender. Sou falso limite no limite falso do mundo.  Me equilibro entre a esperança e a descrença.  Sou forte, porém não resisto a saudade  e poeto o beijo que não quer secar,  que parece não tem fim.  Ogiggia perdeu-se no tempo,  não há paraíso,  apenas um verso tatuado na Terra.  Tudo que...