Outra vez a fome
Outra vez atravesso em tua boca o frio da noite. Outra vez teus braços tocam meu espírito e marcam minhas costas. Passeio com minhas mãos pelo seu corpo e deslizo por cada ímpeto de curva... Acarinho levemente teus mamilos, seguro teus cabelos, me guio no sabor do ventre - que visito profundamente , até não caber mais de mim. Encontro sua nuca, deixo marcas em teu pescoço e arrepio em tuas costas. Teu gemido perde-se num tempo qualquer. Extasiado sorrimos - a fome de querer nos assola.