segunda-feira, 2 de outubro de 2017

E se...

se eu tivesse escolhido a estrada de tijolos verdes 
naquela fatídica manhã? 
Deus haveria de me esperar 

me livraria da bruxa má? 

E se o País de Aslam, 
em toda sua glória e esplendor, 
fosse apenas uma ficção?

E se uma coluna no metrô me deixasse em um mundo repleto de magia?
E se as sinapses fossem emitidas pelo coração?

E se...

Precisaria a Vida de um “leão covarde”?
Precisaria o Corpo de um “homem sem coração”?
Precisaria a Morte de um “espantalho vivo”?

Se sem estrada, sem escolha, precisaria a vida ter Vida?

Se a “Terra do Nunca” um dia “fosse”, precisaria eu SER também?

Se o mundo fosse um Asteróide bem pequeno, 

sem rosas ou raposas, 
haveria de ser necessário cativar até mesmo os grãos de areia?

Como seria tudo se nada fosse?

Precisaria precisar de tantas perguntas, não sendo Alice a Verdadeira?

Precisaria mesmo Macondo de um furacão?

Se, no final de todas as estradas, 
não fossem sempre condenadas as Estirpes Severinas, 
haveria necessidade de novos cem anos de solidão?
 
Se todo “se” virasse SIM haveria NÃO para nos levar além?

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