Meu corpo, sobre seu corpo, pesa à esquerda
e
teu corpo, sobre o meu,
desliza para direita.
Troco meu Caetano por Gonzaguinha (vamos à luta),
enquanto você toma seu Bourboun e cantarola “certas coisas”.
Certas coisas sobre você me deixam inquieto:
Seu drama, sua pose de dama e este jeito que é Chama em cada gesto.
Eu vento, espalhando por todos os lados, querendo ser brisa.
Brisa e vento, dama e chama...
Sua voz grave invade meus ouvidos
e dança, mas
eu não. Faço pose
e tomo meu café enquanto espero sua decisão
- não se engane,
toda espera é um sintoma de fraqueza.
Eu hoje e você amanhã.
Aliás,
teremos amanhã? Todo amanhã deveria ser terça-feira.
Treze anos? Sete anos?
A vida não cabe no tempo
e nossa estrada é infinita em cada beijo.
Até você eu fui estrada, hoje sou casa:
Chão de Talles
e
teto de Helena
- ela tem seu sorriso e ele minha teimosia.
Uma parte de mim não escuta a flauta,
outra parte é todo silêncio
- Platão e Hans conversam no outro cômodo
Uma parte de mim é brisa que alimenta a chama
e outra parte é vento que envolve a dama.
Te querer é o desejo que não pede explicação.
segunda-feira, 25 de junho de 2018
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