Último poema
Bate o Inverno em meu peito, há de amanhecer novamente? Não sei quando, nem sei que gente teima em amar, mas assim é feito. Tenho dó e dor, um vazio que habito ou será sou habitado? Não importa, é feito rastilho que se permeia do amor inacabado. Talvez tudo isso um dia acabe e quem sabe eu ame novamente, mas agora é a fome sua sem alarde que me hipnotiza feito belo repente. Onde está amor-inacabado? A saudade se amplia na escuridão. Já tive lembranças do seu lado, agora eu só tenho de um Não.