Outubro no Ouvidor
à menininha Ruiva.
De todas as formas, platonicamente,
sustento
a filha que nunca foi nossa,
o tempo que nunca tivemos,
o “sim” que nunca demos,
o “olhar” que nunca trocamos.
De todas as fôrmas, eroticamente,
aquiesço
a boca não molhada,
o corpo não sentido,
o gozo não encontrado,
o terço não rompido.
Meu maior pecado-controle,
meu maior pecado-insegurança,
meu maior pecado-medo,
meu maior pecado-conquista.
De todas as formas, platonicamente,
sustento
a filha que nunca foi nossa,
o tempo que nunca tivemos,
o “sim” que nunca demos,
o “olhar” que nunca trocamos.
De todas as fôrmas, eroticamente,
aquiesço
a boca não molhada,
o corpo não sentido,
o gozo não encontrado,
o terço não rompido.
Meu maior pecado-controle,
meu maior pecado-insegurança,
meu maior pecado-medo,
meu maior pecado-conquista.
Meu maior pecado-platônico,
meu maior pecado-sustento,
meu maior pecado-sustento,
meu maior pecado-erótico,
meu maior pecado-aquiesço.
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