Passeio sobre teu corpo em cada sonho que tenho, mas já não sei se sonho ou se acordo. Antes, talvez o Terço tivesse feito algum efeito, mas nada te afasta ou aproxima - você permanece. Um pouco de fobia transforma convenções em pontes intransponíveis e a chave esquecida (enterrada na areia, escondida na areia, vivemos na areia, ficamos na areia) grafa a memória de um tempo não cumprido. Longe é a estrada que persigo, que atravesso poeticamente; longe demais, talvez, tenha ido minha a esperança – não me parece sanidade fotografar o amor. Aliás, como é possível não amar um amor que se sentia sem saber que já era Amor? Sofro como sofrem todos, nenhuma gota além; querer-te não é prisão - apenas sonho, apenas encanto, apenas distraio meu tempo na busca pelo amanhecer das tuas mensagens. Ontem é tempo de aprendizado, ontem sonhei com você, ontem acordei em paz e só por isso escrevo. Uma parte de mim mantém-se quieta...