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nos versos da noite me atrevo,
sem texto
a t r a v e s s o
os momentos
e
entre os solstícios do tempo
reproduzo
as cores de um futuro que é sempre passado.
de toda sorte
caminho por entre as impossibilidades
procuro a negação escondida em cada possível,
o espaço entre os caminhos
é o desvio que retorno em avanços;

de toda sorte
o rosto que gravo não me deixa ser
e me decompõe:
não sou Carlos
e nem Gauche
o máximo me leio em Drummond;

clariceanamente aprendo, mas
não sei dizer se sei as coisas que sei
ou
se simplesmente as coisas me são
e me dão tudo aquilo que recebo, mesmo sem saber como
ou o que é receber;
desapego no apego
e
dúvida na certeza
disponho de erros em demasia,
de medos em demasia,
vontades demasiadas
e
alcanço a vertigem-de-si-em-si
d
e
m
a
s
i
a
d
a
m
e
n
t
educada,
como a vida que me pede a constância balançante das chamas.

sou o rosto escondido atrás do espelho.

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .