Nunca mas serei o mesmo
Nunca mais o mesmo
Nunca Serei
Nunca mais
Nunca
Nunca mais
Serei Nunca.
domingo, 29 de março de 2020
terça-feira, 24 de março de 2020
Atotô
Silêncio!
Silêncio, escuta,
Silêncio,
espera.
Silêncio, segura a fera
e cura
a alma doente.
a alma doente.
Silêncio!
Silencio, serena:
a fala
Silencio, serena:
a fala
a fé
a força,
o olhar.
Acolhe...
Silêncio,
caminhe...
sábado, 22 de fevereiro de 2020
Sobre o Amor
Amar é conversa,
é soma de olhares
e
de silêncio;
resumo dos encontros
e também
d e
s e n c o n t r o s;
Amar é gesto de combate,
aventura de cismas
e
avanço sorrateiro
(disperso em pedaços de cor).
Amar é residir no vento,
no tempo perder-se
e
no beijo - fusion de l'amour
- secar de prazer.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Amor infinito
Minha letra
procura a forma,
a fôrma, mas
não encontra - não te encontro;
não encontra - não te encontro;
habito um vazio-não
(como teus
olhos não-castanhos).
Sou todo
verso, mesmo depois,
mesmo...
Amor termina
em despedida,
mas
ainda
hoje
espero,
silenciosa
espera;
silenciosamente
seguro este
desejo
e me escondo,
fantasiado de
distância.
Será que me
engano?
Quem não se
engana?
Minha letra
vasculha nossas lembranças
- apenas frio;
nada se impõe.
Minha letra
vasculha
e
nada há.
Onde estão tuas esquinas?
Compor-me em
versos é uma saída,
mas
mas
até quando?
O Amor, sempre
me parece maior:
maior que o
verso,
maior que beijo,
maior que o
corpo,
maior que a
vida.
é mesmo
sabido.
Todo Amor
é para
sempre amável? Não sei,
parece-me que
o limite do
amor é a memória.
Esquecer
é
o
sustentáculo
de
toda
sanidade.
é
o
sustentáculo
de
toda
sanidade.
Minha Letra
não encontra mais tua fôrma,
mas
mas
a vontade de
Amar ainda tem sua cor:
não-castanha.
não-castanha.
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Um tanto poético
Nem tanto ao
céu
Nada é tanto. No entanto,
e nem tanto
ao norte;
nem tanto ao
corte suplantado
e ao peito
fraco fundamentado - subtraído,
subjugado e subalternizado.
Nem tanto ao
inferno
e nem tanto
ao Sul;
nem tanto a
cura impositiva
e a liberdade
restritiva – escancarada,
alargada e
amparada.
Nem tanto? Tudo
é tanto
e
eu só quero o
pouco.
O pouco do
beijo,
do gosto,
do corpo pesando,
de tudo que
é posto
e que se imposto
jamais seria.
Nem tanto? Nada
é tanto.
Não cabe a forma
na fôrma que pinto,
ultrapassa
– transborda, desenhando novos limites.
Nada é tanto. No entanto,
ainda,
espero
encanto.
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Último poema
Bate o Inverno em meu peito,
há de amanhecer novamente?
Não sei quando, nem sei que gente
teima em amar, mas assim é feito.
Tenho dó e dor, um vazio
que habito ou será sou habitado?
Não importa, é feito rastilho
que se permeia do amor inacabado.
Talvez tudo isso um dia acabe
e quem sabe eu ame novamente,
mas agora é a fome sua sem alarde
que me hipnotiza feito belo repente.
Onde está amor-inacabado?
A saudade se amplia na escuridão.
Já tive lembranças do seu lado,
agora eu só tenho de um Não.
Assinar:
Postagens (Atom)
Oração canção, Rio
Rio, em tuas casas eu me aprendi abrigo e me forjei em tons do mar que abraça infinito. Rio, sobre tuas ruas desfilei-me encanto, respirei-...
-
...e de toda sorte: quando não se queriam; quando não se buscavam; quando não se tocavam, quando não se beijavam; dias-anos saudade-é.
-
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento?...
-
acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidam...