segunda-feira, 25 de junho de 2012
De anima
e o impõe a seguir...
Seguir a estrada nova,
o anseio novo
a nova dúvida
e a nova conquista:
- o novo gozo.
Que vontade de Ser é essa
que nunca completa se faz?
Que desejo é esse de ser e ter
(De ser ouvido,
de ter razão)?
Não há traço faltando
e nem ruga que está por nascer.
Todo sonho é ausência,
toda esperança é desespero
e toda vida é começo, meio e fim
É preciso aceitar o espelho
e o furo na sola do sapato.
Não há luz e nem fim,
apenas a beleza do instante:
do beijo infinito
do imorredouro terror.
sábado, 2 de junho de 2012
Quatro segredos
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Tudo en-cena
o beijo é desvio da boca,
a mão é fantasma do corpo
e o desejo é lição de moral.
O querer é verso da atriz.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Quero um Amor
Quero um amor inesquecível, destes que arrasam com o medo e que fazem ver a vida como ela é: Simples e Bela.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A pieguice do amor
O amor que vale à pena viver é piegas e não se envergonha, pelo contrário, se exulta e se satisfaz em cada excesso – excesso de vida. Para ele, seus dias na Terra é apenas um apreciar de rosas e paisagens. É um instante de liberdade, neste automatismo que chamamos de existência.
O amor que vale à pena viver se constrói nos versos, se sente entre os beijos, entre os abraços e de tão intenso não cabe em si.
O amor que vale à pena viver é aquele que levanta bem cedo, apenas para preparar um café-da-manhã e ver brilhar os olhos do amante. É aquele que se satisfaz pelo simples prazer de observar o sono do ser amado ou de ser acordado com um beijo inesperado.
O amor que vale à pena, se reconhece em um outro olhar - no silêncio, naquele instante mítico em que as almas se encontram e o tempo pára.
Sim, o amor que vale apena viver é piegas. É ridiculamente sensível e precisa de cuidados especias. Precisar ser alimentado, precisa de carinho, precisar ser entendido. Não adianta achar quele vai sobreviver sozinho, porque não vai. Vai definhar e morrer, sufocado pelas brigas e pelas palavras ditas em pensar.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Amor póstumo
sábado, 22 de dezembro de 2007
Carta de um amor amargurado
Oração canção, Rio
Rio, em tuas casas eu me aprendi abrigo e me forjei em tons do mar que abraça infinito. Rio, sobre tuas ruas desfilei-me encanto, respirei-...
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...e de toda sorte: quando não se queriam; quando não se buscavam; quando não se tocavam, quando não se beijavam; dias-anos saudade-é.
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Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento?...
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acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidam...