sábado, 27 de julho de 2019

Carta sobre a minha poesia

Meus poemas não são o resultado final das minhas angústias, dos meus lamentos ou das minhas alegrias - como discípulo de Drummomd 
"não faço poesia da gota de bile". Por isso, 
confio às letras apenas o impossível - aquela parcela de vida que, 
mesmo sendo vida, 
jamais foi experimentada.

Não sei, 
precisamente, 
como faço para passar todos os níveis, todas as reentrâncias, das dores que finjo sentir 
- aliás, 
anormalmente, raramente sinto algo.

Meu texto não é a tentativa, ainda que fortuita, de uma compreensão de si - jamais assumiria este posto de "fisiologista da alma humana". Minha produção,
pequena ou grande,
não importa, 
é o resultado daquilo que poderia ter sido - o que foi é matéria do historiador.

Escrevo porque ainda há vida.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Na pretensão de poeta,
juntei 
letra e sentimento,
sonho e espaço vazio
- castelo de poesia.

Perdi Sol, perdi-me tempo
e, no mesmo intento,
deixei-me calmaria.


sábado, 29 de junho de 2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

domingo, 19 de maio de 2019

                     à Carlos Drummond de Andrade

Joana amava Fernando
que amava Joana
que casou com Thiago
que amava Fernando
que casou com Adriano
que amava Alberto
que casou Vanessa
que nunca amou ninguém.

Francisco,
que sempre amou todo mundo,
preferiu viver de poesia. 

domingo, 12 de maio de 2019

Olhos verdes  fecham,
oráculos mentem,
cordões arrebentam,
e amores passam.

É hora de seguir.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O bisavô escravocrata,
o avô eugenista,
o pai amava vargas
e o filho faz arminha.

O preconceito,
no Brasil,
é uma tradição familiar.

Oração canção, Rio

Rio, em tuas casas eu me aprendi abrigo e me forjei em tons do mar que abraça infinito. Rio, sobre tuas ruas desfilei-me encanto,  respirei-...