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Muito deste muito pouco

Um pouco de mim é pensamento
e um pouco é escada sem fim
Um pouco é fórmula,
canção e fantasma.
               métrica e ritmo.

Um pouco de mim é “verbo-poético”,
e outro pouco é medo e esperança.
Um pouco é letra,
                   espaço e história.

Um pouco de mim é ruga
                                      e saudade...
Um pouco é desejo,
                             loucura,
                             falta,
                             e outra vez escada:
                                estrada e solidão...

Um pouco de mim é sem nunca Ser,
                              sem antever
e outro pouco é Vontade..

Muito deste pouco é sempre muito
Muito deste pouco é muito pouco
Muito deste pouco é pouco de outro muito. 

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .