Teus cachos vibram pelo vento
e a bandeira trêmula envergonhada;
a tessitura serena de tua voz
contrasta com a violência escancarada.
Teu sorriso aberto, pleno de alegria,
em resistência a liberdade cerceada;
este vestir autônomo que empunha,
enfrenta o medo desta fala controlada.
Teu olhar que em silêncio me fita,
confronta o "vazio-ruidoso" que impera;
a cor que brota de teus desenhos
se impõe ante o cinza que o futuro enverga.
Nossa história nunca acontecida
e este jeito de governo que retorna;
é força o querer que desabrocha
ante a face do ódio que desponta.
domingo, 4 de novembro de 2018
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