sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Uma noite de ontem no tempo de agora

 O tempo do ontem desabou num outro ontem, 

ontem de tanques 
e 
de des_parecimentos. 
 
Da era das pessoas nas redes
à era das pessoas em redes. 

O passado virou presente,
depois futuro 
– ainda há uma parte deles em nós. 

A caneta pesa um revólver 
e a palavra uma bala de prata:

não professo aqui 
a temperança da igualdade-medo, mas
a proposição humanística da liberdade-voz. 
 
não caminho aqui
no vazio da trêmula intelectualidade, mas 
na condição do passo sempre próximo do próximo passo;

enfim,
não me redijo em sórdida glória miliciana, mas
no direito gritado: ele(s) não, ele(s) nunca mais

Nenhum comentário:

Uma noite de ontem no tempo de agora

  O tempo do ontem desabou num outro ontem,  ontem de tanques  e  de des_parecimentos.    Da era das pessoas nas redes à era das pessoas em ...