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Desabrigo (02 de fevereiro)

Acendo um cigarro
mais outro,
só para testar a fome de morte que me assola,
que me enlouquece 
e as vezes encanta.

Estou sujo,
coberto de ódio 
e desespero (infinita solidão).

É tudo vazio e mentira?
Mentiu-se sobre tudo?
Houve amor no abandono?
Sexo sobre lágrimas - ignore as lágrimas, 
o gozo é mais intenso
a mágoa também...

Não há abrigo e nem Rio para atravessar.
Os poetas estão mortos, Cecília 
não é verso e nem criança.
(a 
filha 
que 
nunca 
irei 
conhecer).

Perdido 
abandono o amor que nunca soube amar.

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .