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Poema sobre a falta de Mar

Me visto de cacos
de casos. Sou feito de partes,
pedaços de sim e ilhas de “não”.

Caminho sem rumo:
dois dedos de prosa,
duas gotas de esperança.
Diversas são as faces do amor.

Aprumo e saio do prumo.
Em um ponto de só
saudade sobre o papel, paixão e papel.

Rabisco lágrimas, afino poesia
e pinto sua falta

- depois da areia, "não-Mar". 

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .