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Mostrando postagens de julho, 2014

Um pouco de amor

Um pouco da serra em teu reflexo, um pouco de espera e do teu castanho jeito de ver - sem luz, sem esperança,                                      sem danação. Vermelho o beijo que não vêm. Um pouco do teu pêlo,       um pouco do teu gosto, um pouco do teu pouco permanece,                                    me enternece. Um pouco do teu silêncio, do teu vermelho – espelho.  Um pouco é exagero poético, vontade de verso                          (grafismo que não passa). Além do pouco é certeza de morte, é beijo que não seca                         resseca: Helena espera, a espera...          ...

Sobre a morte do Amor

O amor morreu esta manhã, disperso por “nãos” ,  ele se foi. Feito areia ao vento, ele se foi para além dos acasos e  de todos os silêncios, de todas as baias e das cidades vigiadas por Deus. O Amor se foi:  partido e sem aviso,  “prenho” de mágoa e  expectativas. Ele se foi:  Carente por braços, abraços e                     E s  p   a     ç    o      s . Ele se foi,  submerso  em seus próprios anseios, em seus medos criados, no vazio das desilusões e  em sua felicidade imprópria.                O amor morreu esta manhã...                   

A casa na margem do mundo

Procuro meu mundo sem casaco,   espaços ou arabescos. Me dispo de formas, de contas e de “ismos”. Recolho meus medos  e a esperança que versa do pós, puro intento pendulado na beira do abismo Sou todo desejo e processo, esticado entre o passado e o futuro - maldita ânsia, dorido tremor. Adeus à deus - lágrima tardia. Sou todo nada, espero o Nada.  Eu tenho tudo.

Poema sobre a falta de Mar

Me visto de cacos de casos. Sou feito de partes, pedaços de sim e ilhas de “não”. Caminho sem rumo: dois dedos de prosa, duas gotas de esperança. Diversas são as faces do amor. Aprumo e saio do prumo. Em um ponto de só saudade sobre o papel, paixão e papel. Rabisco lágrimas, afino poesia e pinto sua falta - depois da areia, "não-Mar".