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A casa na margem do mundo

Procuro meu mundo sem casaco, espaços
ou arabescos.
Me dispo de formas, de contas e de “ismos”.

Recolho meus medos 
e a esperança que versa do pós,
puro intento pendulado na beira do abismo

Sou todo desejo e processo,
esticado entre o passado e o futuro
- maldita ânsia, dorido tremor.

Adeus à deus - lágrima tardia.
Sou todo nada, espero o Nada. 
Eu tenho tudo.

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .