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Um jeito de Ser pelo vento



Enquanto não me vou pelo vento,
arranho os dedos na areia
em busca de versos inacabados
- atire a primeira pedra,
a primeira espera,
a esperança da primavera quem...

Enquanto não me vou,
Procuro-me no íntimo de cada desejo
e me liberto da infinita vontade de Ser,
De ter,
de crer,
 de ver... Eu sou
- à revelia de cada “não-ser” que me habita.

Enquanto Não,
mergulho nas águas de cada sonho
e expresso Vida por toda parte:
na vontade do desespero,
no Amor renascido pelo abandono,
na tristeza de cada mudança
e na graça singela de um novo dia.

Enquanto não me vou pelo vento
o vento me venta Enquanto.

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Jóquei

acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .