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Um tempo para a alma triste

ao Amigo Marcos Tristão
Despede-se da batalha a alma combativa,
mergulha
no espaço e nas profundezas causticantes do pensamento
e em silêncio,
organiza cepas de conceitos
e costura (para os que ficam)
um futuro arrebatamento
- este instante que se destaca do tempo.

Então, hoje foste tu velho amigo
- como também foi
a grande alma da Índia que nos uniu em um café.

Tua filosofia ainda reside
e não morre,
não morrerá
– o pensamento maldito sempre fica,
se escondendo pelos cantos
e
encantos, feito voz que nunca cessa.

Tua sandália de couro é memória, mas
é também resistência,
é também referência para aqueles que não desistem
- apesar do cansaço destes dias de chumbo.



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acordei, já era tarde, troquei o almoço pelo fino trato da aurora; não me desabotoei das lembranças, quis o filme tolo e a cerveja estupidamente gelada; não resisti. Folheando o livro da Campilho retornei:
Se eu me sobrevivo como saber se canto ou morte, se dor ou gozo? Se eu me sobrevivo como saber se letra ou lágrima, se sorriso ou lamento? Gostaria de ir-me por completo, p or partes, desde que eu-me-vá .