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Mostrando postagens de 2014

Muito deste muito pouco

Um pouco de mim é pensamento e um pouco é escada sem fim Um pouco é fórmula, canção e fantasma.                métrica e ritmo. Um pouco de mim é “verbo-poético”, e outro pouco é medo e esperança. Um pouco é letra,                    espaço e história. Um pouco de mim é ruga                                       e saudade... Um pouco é desejo,                              loucura,                              falta,                              e outra vez escada:           ...

Ode a uma intensa noite que nunca existiu

Minhas mãos descobrem e encobrem teu corpo - c abelos, rosto, seios, ventre; me encontro em cada esquina e em cada gemido que dás. Minha boca explora teus segredos, teus desejos mais sombrios, teu mudismo  e vibrar.               Meu hálito percorre tuas partes, tuas costas, tua nuca  teu suar.    Meu corpo desvenda teus desejos. Não há razão,                          apenas ritmo... 

Um pouco de amor

Um pouco da serra em teu reflexo, um pouco de espera e do teu castanho jeito de ver - sem luz, sem esperança,                                      sem danação. Vermelho o beijo que não vêm. Um pouco do teu pêlo,       um pouco do teu gosto, um pouco do teu pouco permanece,                                    me enternece. Um pouco do teu silêncio, do teu vermelho – espelho.  Um pouco é exagero poético, vontade de verso                          (grafismo que não passa). Além do pouco é certeza de morte, é beijo que não seca                         resseca: Helena espera, a espera...          ...

Sobre a morte do Amor

O amor morreu esta manhã, disperso por “nãos” ,  ele se foi. Feito areia ao vento, ele se foi para além dos acasos e  de todos os silêncios, de todas as baias e das cidades vigiadas por Deus. O Amor se foi:  partido e sem aviso,  “prenho” de mágoa e  expectativas. Ele se foi:  Carente por braços, abraços e                     E s  p   a     ç    o      s . Ele se foi,  submerso  em seus próprios anseios, em seus medos criados, no vazio das desilusões e  em sua felicidade imprópria.                O amor morreu esta manhã...                   

A casa na margem do mundo

Procuro meu mundo sem casaco,   espaços ou arabescos. Me dispo de formas, de contas e de “ismos”. Recolho meus medos  e a esperança que versa do pós, puro intento pendulado na beira do abismo Sou todo desejo e processo, esticado entre o passado e o futuro - maldita ânsia, dorido tremor. Adeus à deus - lágrima tardia. Sou todo nada, espero o Nada.  Eu tenho tudo.

Poema sobre a falta de Mar

Me visto de cacos de casos. Sou feito de partes, pedaços de sim e ilhas de “não”. Caminho sem rumo: dois dedos de prosa, duas gotas de esperança. Diversas são as faces do amor. Aprumo e saio do prumo. Em um ponto de só saudade sobre o papel, paixão e papel. Rabisco lágrimas, afino poesia e pinto sua falta - depois da areia, "não-Mar". 

Desabrigo (02 de fevereiro)

Acendo um cigarro e  mais outro, só para testar a fome de morte que me assola, que me enlouquece  e as vezes encanta. Estou sujo, coberto de ódio  e desespero (infinita solidão). É tudo vazio e mentira? Mentiu-se sobre tudo? Houve amor no abandono? Sexo sobre lágrimas - ignore as lágrimas,  o gozo é mais intenso e  a mágoa também... Não há abrigo e nem Rio para atravessar. Os poetas estão mortos, Cecília  não é verso e nem criança. (a  filha  que  nunca  irei  conhecer). Perdido  abandono o amor que nunca soube amar.

Do outro lado do Rio

Ontem perdi um amor,  em razão, em postas de vento (pelos dedos  escorrendo, em partes pequenas de não). Ontem  a noite não veio. Não veio sonho ou esperança. E m razão, o dia também não passou, perdi-me no tempo - e ntre brumas  e ilhas Ontem,  dois passos secaram, duas estradas se perderam: sem caminho,  sem horizonte e sem função. Um vento invadiu o quarto, alojou-se nos móveis e  nos livros, levantou a coberta e  desligou a televisão (não havia riso  do outro lado do rio) Refém do amor,  busquei o verso, busquei-te em verso, mas você não estava -  não me via.                 Em partes: um passo de ontem, um beijo do ontem, um ontem de amor.